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Copacabana - CDPA
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Queda de Cabelos e Doenças das Unhas

Queda de cabelo, o que fazer?

O cabelo denota personalidade, grupos e tribos sociais além de mexer muito com a autoestima de cada um. A perda de cabelo é uma queixa comum e que atinge milhões de pessoas em todo o mundo. O cabelo possui um ciclo de crescimento que consiste em crescer em comprimento (fase telógena), permanecer em repouso (fase anágena) e cair (fase catágena). É normal cair 100 fios de cabelos por dia, porém a queda excessiva gera preocupação tanto para homens como para mulheres. Existem várias causas de alopecia dentre elas: a alopecia androgenética, eflúvio telógeno, doenças inflamatórias (lúpus e líquen plano), alopecia areata, e etc.

Tipos de Alopecias

  • Alopecia androgenética
    Conhecida como calvície, é um problema comum que pode levar à perda total ou parcial dos cabelos. Embora seja mais comum entre os homens também pode afetar mulheres.A alopecia androgenética é desencadeada por fatores genéticos e hormonais (excesso de hormônios masculinos). A boa notícia para quem sofre deste problema é que existem inúmeras opções de tratamento tópicos, como soluções de minoxidil e 17-alfa estradiol e, orais como a finasterida e antiandrógenos sistêmicos, como a ciproterona e espironolactona. No caso de alopécia androgenética feminina, dá-se preferência à terapêutica tópica. Nos casos mais acentuados, o transplante de cabelo pode ser uma opção.
  • Eflúvio telógeno agudo ou crônico
    O eflúvio telógeno é outra causa comum de queda intensa de cabelos que estão na fase (telógena) do crescimento capilar. Podem ser várias as suas causas como: pós-parto, interrupção do uso de pílulas anti-concepcionais ou de reposição hormonal, infecções e doenças acompanhadas de febre alta, traumas físicos e/ou emocionais, pós-operatório, doenças da tireóide, deficiências nutricionais (ferro, zinco, selênio e proteínas) ou dietas muito restritivas (com ou sem medicamentos para emagrecer).Geralmente a queda de cabelos se inicia 2 a 4 meses após o fator desencadeante que pode ser bastante intensa assustando o paciente que se vê diante de um grande número de fios de cabelos soltos após penteá-los, durante o banho ou no travesseiro. Considerando que é normal a queda de até 100 fios, neste caso o número de fios que caem é bem maior. A doença não se acompanha de nenhum outro sintoma, mas pode estar associada a outras doenças, como a dermatite seborréica (caspa) que, quando intensa, também pode ser um fator desencadeante.

    O tratamento consiste na correção das causas, controle das doenças associadas e reposição nutricional e de certas vitaminas. O dermatologista também pode indicar medicamentos para serem aplicados diretamente no couro cabeludo, visando controlar o processo e estimular o crescimento de novos fios. É importante lembrar que a queda ocorre rapidamente, mas o crescimento de um novo fio é demorado. A recuperação e o crescimento dos pelos vão ser percebidos de forma gradativa.

  • Alopecia Areata
    A alopecia areata caracteriza-se pela perda intensa de fios com áreas ovais no couro cabeludo sem cabelo. Pode acometer apenas o couro cabeludo e também outros locais como sobrancelhas, cílios, área da barba, pubis e corpo. Sua causa não é totalmente conhecida, mas sabe-se que células do sistema imunológico atacam e destroem os fios. Pode ser desencadeada por estresse ou outras doenças autoimunes (doenças da tireóide, por exemplo). O tratamento consiste no uso de esteróide (tópico, oral ou injetável) ou de medicações imunossupressoras.
  • Alopecias cicatriciais
    Esse nome é dado a um grupo de alopécias de natureza inflamatória que podem causar vermelhidão, descamação, coceira, áreas de cicatrizes e sem cabelo no couro cabeludo. Dentre elas destacam-se o lupus discóide, liquen plano pilar e alopécia fibrosante frontal. Cada uma possui um tratamento específico. O crescimento do cabelo no local vai depender do estágio da doença e se o folículo foi totalmente destruído.
  • Tricotilomania
    É o hábito de arrancar os fios do couro cabeludo. Geralmente está relacionado a um distúrbio psicológico. Muitas vezes o paciente esconde este dado do médico. Mas exames de imagem ou biópsia podem fazer o diagnóstico correto.

Principais alterações e Doenças Ungueais

Complicações da manicure

A mulher brasileira tem como costume e tradição fazer as unhas aplicando esmaltes e retirar suas cutículas. A causa mais frequente de anormalidades nas unhas no Brasil se deve ao excesso de esmalte, pois este resseca e deixa as unhas esbranquiçadas, tornando-as frágeis e vulneráveis às infecções fúngicas (onicomicoses). Nestes casos, é recomendável deixar de pintá-las por no mínimo três dias e aplicar hidratantes próprios para unhas. Além disso, é cada vez mais frequente alergia a algum componente do esmalte.

A acetona também resseca muito as unhas, podendo deixá-las quebradiças e sem brilho. O recomendável é que sejam usados os removedores oleosos, como o óleo de banana, por exemplo.

Unhas frágeis (Síndrome das unhas frágeis)

Fragilidade ungueal é uma queixa constante e acomete, principalmente, mulheres. As unhas se tornam frágeis e quebradiças (onicorrexe), podendo descamar em camadas (onicosquizia).

Esse problema pode estar relacionado a algum fator interno ou externo:

  • Dentre os fatores internos destacam-se: idade, doenças da tireóide, gravidez, distúrbios alimentares (dietas restritivas, anorexia ou bulimia), doenças circulatórias que diminuem a oxigenação ungueal ou sua queratinização.
  • Dentre as causas externas destacam-se aquelas que causam ressecamento ungueal como: uso frequente de esmaltes, acetona, contato com produtos químicos e hábito de lavar muito as mãos. Além disso, outra causa é o trauma constante das unhas como ao digitar.

O tratamento consiste em: manter as unhas aparadas; hidratadas; usar luvas e evitar o contato constante com água, esmalte e acetona. Além disso pode-se fazer reposição de biotina e deve-se corrigir alguma causa interna.

Infecção

As infecções fúngicas são muito comuns, principalmente em idosos, diabéticos e naqueles que têm o hábito de manter as unhas úmidas.

A infecção pode acometer apenas as cutículas (paroníquea) naquelas pessoas que têm o hábito de cutilar e manter as unhas úmidas (lavar roupa e louças). Essa infecção constante da cutícula leva a sua hipertrofia e deformidades ungueais.

A infecção também pode acometer as unhas das mãos e pés (onicomicose), sendo causada por cândida ou dermatófitos. Neste caso as unhas tornam-se manchadas (amareladas e esbranquiçadas), quebradiças, descolam do leito ungueal e aumentam produção de ceratose subungueal. O tratamento consiste na identificação do fungo através de exame específico e posteriormente o uso de antifúngico em esmalte ou oral.

As unhas esverdeadas geralmente estão relacionadas a infecções por bactérias.

As verrugas são causadas por um vírus e também podem acometer as unhas, levando a sua deformidade. Este tipo de verruga são difíceis de tratar, às vezes é necessária a retirada da unha para a aplicação de medicamentos específicos (ácido salicílico ou imiquimod).

Doenças Inflamatórias

Doenças dermatológicas como a Psoríase e o Líquen Plano também podem acometer as unhas, levando a deformidades, manchas e alterações próprias de cada doença. Neste caso, após suspeita clínica, às vezes se faz necessário a biópsia das unhas acometidas para tratamento específico.

Melanoma

Manchas acastanhadas e enegrecidas das unhas podem ser de origem benigna (nevos, uso de medicamentos ou racial), porém devem ser diferenciadas de tumor maligno. O Melanoma pode acometer qualquer área da pele assim como as unhas. Geralmente, as unhas apresentam uma listra de coloração irregular acastanhada ou enegrecida, podendo acometer também a cutícula. Para o diagnóstico usa-se a Dermatoscopia da unha, sendo, porém necessário a realização de biópsia ungueal para confirmar a suspeita clínica.

Outras doenças internas (sistêmicas) também podem acometer as unhas causando alteração da sua cor, deformidades e fragilidade, por isso um dermatologista deve ser consultado. O dermatologista é o profissional capacitado para diagnosticar e tratar as unhas, por isso, evite tratamentos caseiros e auto-medicação, diz a Dra Marcela Benez.

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